
Um grupo de amigos celebra o encontro. Taças de vinho são erguidas num gesto festivo e vozes animadas repetem juntas o velho brinde: “Saúde!” A saudação nunca foi tão verdadeira! Pois é isso que médicos e pesquisadores estão descobrindo. Uma taça de vinho esconde mais que sabor e prazer, é uma fonte de saúde! As uvas saem das lavouras e vão direto para as bancadas dos laboratórios, consultórios e hospitais e se transformam em receita médica! O vinho ajuda, mas na dose certa! É o chamado consumo moderado: uma taça de 100ml para as mulheres e duas para os homens. Os médicos assinam embaixo! Para entender esse mistério, é preciso conhecer dois elementos de nomes estranhos, contidos no vinho tinto: o resveratrol e os flavonóides. O resveratrol, elimina as plaquetas que provocam coágulos e entopem as artérias. Os flavonóides são antioxidantes, inibem a formação dos radicais livres, que provocam o envelhecimento das células e, por conseqüência, deixam o organismo mais vulnerável a doenças. A conclusão a que se chega é que o que há de mais importante no vinho tinto não é o álcool e sim os flavonóides, explica o cardiologista do INCOR. Mas, se o vinho faz tão bem para a saúde, e o que importa nele é a uva e não o álcool, por que não adotar, então, o suco de uva?
Globo Repórter — 18/03/05.
Globo Repórter — 18/03/05.
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